Os Simpsons e o Mundo Evangélico



Lançado em 27 de Julho de 2007 nos Eua e 17 de Agosto de 2007 no Brasil, Simpsons o filme foi e é uma oportunidade incrível de ver na tela grande (para os que vêem filme no cinema) a hilária ridicularização do "american way of life". Um dos alvos das críticas Simpsonianas é a igreja protestante norte-americana, suas tradições e contradições.

O que você acha dessas Críticas?
Nós, protestantes brasileiros, somos diferentes dos amercicamos?
Se você fosse escolher um personagem dos Simpsons para retratar sua igreja, qual seria?

Comente e vamos pensar?

Psych

O inverno de Porto Alegre parecia incrivelmente deprimente naquele ano. Sofia andava em direção ao auditório do curso de história. Sabia que não seria recebida com a glória de quem fez uma grande descoberta. No entanto, sabia que havia sim feito uma, não, duas grandes descobertas.

- É incrível! Como pode ter acontecido isso? Pensava ela enquanto abria a porta lateral do auditório.

Entrou, olhou ao redor, viu o rosto dos membros da banca, dos demais professores, viu as imagens das ruínas de Pompéia projetadas na tela, lançou os olhos em direção da platéia e nenhum rosto parecia familiar, a não ser o de um Padre negro que sentara na primeira fileira. Ela não lembra de onde, mas sabia que já havia visto aquele rosto em algum lugar.

Respirou fundo, concentrou-se, começou a sua palestra narrando a grande descoberta que fizera nas ruínas de Pompéia. Após 45 minutos, terminou a palestra, mirou nos olhos incrédulos dos professores antigos do curso que revelavam seu pensamento: “Como pode ela, tão jovem, acreditar ter feito uma grande descoberta?”. O Efeito de tais olhares fez com que ela desejasse sair dali o mais rápido possível. Somente uma pessoa naquele auditório demonstrava acreditar nas suas palavras, o padre negro.

Ela, rapidamente, se desvencilhou de todos e rumou em direção da porta lateral, ansiando ver-se livre daqueles olhares, quando ouviu uma voz serena que lhe disse: “Você não contou todas as suas descobertas, né?”

Argus - O Filho do Vulcão

Há dias Argus não conseguia dormir. O estrondoso barulho do Vesúvio lhe arrancava da cama todas as noites possuído pelo pânico. Os oráculos faziam predições terríveis que povoavam a mente da população de terror e de instabilidade seus corações. Todos os dias reuniam-se ao redor do templo esperando ouvir alguma palavra de conforto, mas os graves estrondos do vulcão eram como a voz grave de um deus poderoso impondo o horror a todos. 
Os dias passavam e o medo, de tão constante, tornou-se normal. Até o dia em que os temores se concretizaram: uma nuvem negra começou a sair do Vesúvio anunciando que a morte breve era o destino certo de cada morador de Pompeia. Alguns tentaram manter a normalidade de suas vidas, esquecendo do terror que se pronunciava, mas a grande maioria escondia-se nas casas, esperando que o medo lhes poupasse a vida. 
A cada minuto a fumaça ficava mais densa e quente. O que era apenas sufocante começou a queimar como se o ar se convertesse em fogo. Respirar doía, andar era impossível e a esperança por salvação queimava como a pele dos que não se esconderam nas casas. Argus começou a ouvir os gritos de terror, os profetas desesperançosos corriam buscando perdão de seus deuses, enquanto isso, ele olhava ao seu redor, estranhando o contraste existente entre a dor dos outros e a ausência total de desconforto de sua parte. Ele não sentia dor, a fumaça cheia dos resíduos fumegantes do vulcão não lhe causava dano algum. Porquê? perguntava ele. Sentia que o calor extremo era para ele como um abraço aconchegante, que revelava que algo estava acontecendo, e que jamais seria o mesmo.