Claustrospelunker


Era o dia da antiga festa do Exército Vermelho e Ana Dmitrievitch corria pelas ruas geladas de São Petersburgo enquanto alguns homens da Bratva* seguiam seus passos como se fossem uma tenebrosa sombra. Ela não entendia o que estava acontecendo, sentia as pernas fraquejarem e, atordoada, buscava imagens em sua memória tentando montar o mosaico de informações que talvez explicasse o que estava acontecendo. Enquanto corria em direção da catedral de Santo Isaque sentiu uma mão forte e aspera lhe segurando o braço, era um dos criminosos da Bratva, que empurrou contra uma parede e colocou uma pistola entre seus olhos perguntando: "Onde está seu pai?"

Ana Dmitrievitch sente o pânico tomando conta da sua mente, fecha os olhos tentando esconder de si a realidade dramática que agora é obrigada a enfrentar, nesse instante sente uma energia estranha, como um choque sem dor, tomando seu corpo. Uma energia que lhe faz perder o contato com o chão e, por um momento, todo terror se dissipa em sua mente, até que, mais calma, abre os olhos e vê o criminoso que a encurralara jogado no chão com um olhar terrivelmente apavorado enquanto repete em voz baixa: "Eu não acredito!"


*Nome dado a Máfia Russa, também conhecida como Organizatsiya.

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